Há dias em que é
simplesmente angustiante estar no campo... E nesses dias é tão difícil...
Difícil porque a gente se sente mal, difícil porque é difícil... E nesses dias
é tão triste porque a gente não quer estar assim no campo... Porque não há
"esperança", porque há um desgaste tão grande dentro de nós... Porque
a angustia não nos larga... E tudo que queríamos era dizer é que amamos o povo
e o lugar e tudo mais, mas... Não seria a verdade.
A verdade que iriamos pra
não sei onde por um tempo, frustrados por não "dar conta" do ideal da
missão... Frustrados porque não somos tão bons quanto achávamos que éramos,
porque somos mais limitados do que imaginávamos, porque o local adorado de
envio é um desafio nas suas menores coisas e detalhes... Porque as vezes diante
dos missionário desbravadores que viveram muito tempo naquele local somos
apenas "crianças" descobrindo a missão e é constrangedor demais falar
das nossas fragilidades, das pequenas coisas que nos incomodam e desafiam...
Nesses dias a gente
só quer alguém que possa acolher nossa inutilidade e abrace nossa amizade;
alguém que entenda os nossos limites e compreenda que nossas limitações,
defeitos e aparente desanimo não quer dizer que não temos chamado... Mas apenas
que o chamado não é fácil... Alguém que entenda que caem lágrimas dos olhos do
semeador no caminho... Que os pés dos que semeiam boas novas tem rachaduras,
calos e sagram e o que os faz formosos é o
caminho que eles trilham...
Nesses dias de
angustia, quando os amigos estão distante, os abraços são impossíveis... Não
lugar melhor que o teu colo Jesus, não há aconchego maior que a sombra da cruz e o calor
de altar... E é precisamente nestes dias que a gente entende que ama (pouco mas
te ama) porque ainda que nos esperassem mais mil dias de angustia , cada um
deles cumpriríamos sabendo que não há como voltar, lembrando ao nosso coração que
o objetivo da vida não é ser feliz, mas é ter contentamento em cumprir o que
você estabeleceu pra cada um de nós...
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